História do Município

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A cidade do alto da montanha
 
O primeiro nome é homenagem a São Luís, rei da França. Dizia-se, antes, que Quitunde era uma corruptela de “condunde”, palavra africana (herança dos escravos negros  dos engenhos da região),  atribuída a um peixe encontrado no Rio Santo Antônio. Nei Lopes, contudo, diz, com sua autoridade, que “condunde”, palavra de origem bantu quer dizer montanha. Dirceu Lindoso tem uma terceira versão. Ele defende a tese que quitunde surge para designar o baixio fluvial onde surgiu o antigo povoado, uma paliçada de mucambo, portanto, um quilombo fluvial.

História

O território no qual se situam a cidade e o município à margem direita do Rio Santo Antônio Grande, começou a se devassado antes da invasão holandesa. As crônicas assinalam a presença desses colonizadores, principalmente na área onde hoje fica Barra de Santo Antônio, então parte de seu território. Naquela área, existem vestígios da passagem dos batavos, entre os quais um canal no Rio Getituba, no Engenho Guindaste, parecendo ter assim sido feito para evitar que viesse a ser forrado. Ali se processava o embarque de madeira por meio de um guindaste tosco, que motivou o nome daquele engenho.

Em 1832, com seus povoados vizinhos da Barra de Santo Antônio e Paripueira, abrigou fugitivos da revolução Cabana, que os tangeu de Porto Calvo e Porto de Pedras. Em 1834, tomou parte no movimento denominado Lisos e Cabeludos, facções que disputavam a hegemonia política da Província. O engenho Santo Antônio Grande, de propriedade do poderoso coronel José Paulino, chefe de uma das correntes em luta, foi atacado, havendo, na ocasião, grave derramamento de sangue.

Sabe-se da existência, em 1843, de uma pequena povoação no engenho Castanha Grande, afluente do Santo Antônio, que servia de ponto de escoamento dos produtos das terras adjacentes. Esse núcleo inicial teve seus moradores transferidos para o engenho Quitunde, por iniciativa de seu proprietário, Joaquim Machado da Cunha Cavalcanti, em 1780, que encarregou o engenheiro alemão, Carlos Baltenstern de realizar o traçado da nova povoação. Dada a vantajosa situação do local, esta teve rápido incremento, chegando sua população, um ano depois, a atingir perto de mil almas. Logo teria quatro trapiches para recebimento de açúcar.

Aliás, Dirceu Lindoso atiça uma bela polêmica sobre a origem da cidade quando diz que “a consciência branca atribui ao senhor de engenho Joaquim Cavalcanti, poeta e boêmio, a fundação da cidade. A consciência negra, entretanto, atribui a um antigo mucambo escondido nos palmares do rio, de onde saiu a povoação de mestiços”.

A sua freguesia foi criada em 22 de junho de 1882, sob o patrocínio de Nossa Senhora da Conceição. Foi elevada à categoria de vila em 2 de junho de 1879 e, finalmente, à categoria de cidade em 16 de maio de 1892. É a primeira cidade planejada em Alagoas, com planta assinada pelo engenheiro alemão Carlos Baltenstern.

Fonte: Enciclopédia Municípios de Alagoas


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